Quando a democracia se mostra, quando é lembrada pelo voto e recordada pelos campos e pelas insónias da loucura, é que os gigantes acordam e os ratos saltam dos navios. Bastou a democracia dizer presente na pequena Grécia para que os gigantes, assustados com tamanha ingratidão, corressem a fechar os estores à luz da mudança.
Agora os gregos estão cercados, forçados a caminhar em direcção aos penhascos, empurrados pela força do revisto império persa, mas é estranho ser a velha Europa quem treme de medo. Tal como outro império, o Romano, que por ser tão grande se julgava indestrutível, também a velha Europa, por ser tão velha, finge não sentir os ventos do rejuvenescimento da sociedade nas velas da viagem. É nos mestres do status quo que a mudança é clara, transformistas incontestáveis há muito reclamam a capacidade de mudar de pele.
É vê-los agora, aos defensores da austeridade, a deambular sobre a necessidade de apostar no crescimento económico, no emprego e em outras tantas coisas ainda ontem fora de moda. Bastou um Hollande para mudar o velho mundo, bastou a Grécia para lembrar que votar ainda tem um significado, um significado simples e claro: o centrão está tão caduco como o partido único.
A Renânia do Norte-Westfália já mostrou, aos que ainda não tinham percebido, que a Alemanha de Merkel é mais passado do que presente, e não tardará muito para que os senhores da austeridade se confundam no pó da sua queda com os democratas que nunca foram. Não fosse o povo tão crédulo e as mudanças dariam lugar a novos actores e não a reivenção de antigas marionetas. Seja como for, mais valem democratas mentirosos do que ditadores sinceros.
Agora os gregos estão cercados, forçados a caminhar em direcção aos penhascos, empurrados pela força do revisto império persa, mas é estranho ser a velha Europa quem treme de medo. Tal como outro império, o Romano, que por ser tão grande se julgava indestrutível, também a velha Europa, por ser tão velha, finge não sentir os ventos do rejuvenescimento da sociedade nas velas da viagem. É nos mestres do status quo que a mudança é clara, transformistas incontestáveis há muito reclamam a capacidade de mudar de pele.
É vê-los agora, aos defensores da austeridade, a deambular sobre a necessidade de apostar no crescimento económico, no emprego e em outras tantas coisas ainda ontem fora de moda. Bastou um Hollande para mudar o velho mundo, bastou a Grécia para lembrar que votar ainda tem um significado, um significado simples e claro: o centrão está tão caduco como o partido único.
A Renânia do Norte-Westfália já mostrou, aos que ainda não tinham percebido, que a Alemanha de Merkel é mais passado do que presente, e não tardará muito para que os senhores da austeridade se confundam no pó da sua queda com os democratas que nunca foram. Não fosse o povo tão crédulo e as mudanças dariam lugar a novos actores e não a reivenção de antigas marionetas. Seja como for, mais valem democratas mentirosos do que ditadores sinceros.

